sexta-feira, 8 de julho de 2016

REMATRANS INFORMA : Vereadores de São Domingos do Maranhão são esclarecidos o que é a LUTA LGBT.



REMATRANS INFORMA : Hoje 09 , Parada LGBT de Lago Verde Maranhão 2016.

Atrações da Parada de Lago Verde 2016

REMATRANS INFORMA : Lançado Outdoor de combate a lgbtfobia em São Domingos do Maranhão.

Outdoor reúne algumas das diversidades sociais discriminadas

No último domingo 03 , foi lançado um outdoor de combate a lgbtfobia na entrada da cidade de São Domingos do Maranhão , situada a 380 km da capital São Luis. Esse é o segundo outdoor lançado pelo GGSD - Grupo Gay São Domingos do Maranhão , com todo apoio da REMATRANS . 
Dessa vez o outdoor reúne várias diversidades sociais , acompanhado com o a frase : "AME AO PRÓXIMO, SE NÃO CONSEGUIR , AO MENOS RESPEITE-O".


Nesse ano, com a criação da REMATRANS o grupo local não mediu esforços e juntas lançaram mais uma vez informação aos mais de 32 mil habitantes da pequena cidade.

“Infelizmente somos uma pequena cidade com grandes obstáculos sociais, mas acreditamos ainda que a informação ajuda as pessoas preconceituosas a terem um conceito diferente do que alguns propagam por aqui , acreditamos numa cidade onde o respeito a diversidade social seja preservada , seja ela qual for , aqui defendemos uma cidade onde todas as pessoas devem serem respeitadas”  ,  declara Pamela Maranhão presidente do GGSD e vice da REMATRANS.
Pamela Maranhão

Ambas entidades lamentam os retrocessos na cidade quando se trata dos direitos lgbt ,como o veto da meta 13 do Plano Municipal de Educação Decenal , onde a câmara de vereadores teria sido pressionada por um grupo conservador local e assim vetado a meta que trataria da “identidade de gênero” nas escolas.
“ É um absurdo vereadores que dizem respeitar a constituição federal dizendo que todo mundo é igual perante a lei , e na hora de promoverem cidadania e assim de fato , a garantia de um lugar igualitária preferem retrocederem  por pressões de um grupo conservador e numa nação laica , lamentável” diz Pamela Maranhão.




quinta-feira, 28 de abril de 2016

CONQUISTA : Presidenta Dilma assina decreto onde Transexuais e travestis poderão usar nome social no serviço público federal

FONTE:UOL


Dilma recebeu no Palácio do Planalto o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), a ministra Nilma Lino Gomes e representantes do Conselho Nacional LGBT
Dilma recebeu no Palácio do Planalto o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), a ministra Nilma Lino Gomes e representantes do Conselho Nacional LGBT
A presidente Dilma Rousseff assinou nesta quinta-feira (28) decreto que permite transexuais e travestis usarem seu nome social em todos os órgãos públicos, autarquias e empresas estatais federais. Essa medida vale para funcionários e também usuários.
O nome social é o nome escolhido por essas pessoas de acordo com o gênero que se identificam, independentemente do nome com que foram registrados no nascimento.
Segundo a Secretaria de Direitos Humanos, o decreto permite que as pessoas coloquem o nome social em todo o sistema, como, por exemplo, ao preencher formulários, nos crachás e em atos.

Rogério Sottili, secretário especial de Direitos Humanos, afirma que a mudança não vale para o registro oficial, como o RG, por exemplo, porque para isso é necessário um projeto de lei, mas ele considera que o decreto abre as portas para "o movimento importante de mudança do registro".
"Uma pessoa que nasce João, e hoje ela tem a sua identidade como Maria, ela não vai ter, no seu documento social, o nome Maria. Ela vai ser conhecida como João. Portanto essa falta de possibilidade constrange, promove preconceito, promove violência", disse Sottili.
O decreto passa a valer após a publicação no Diário Oficial, mas ainda terá um prazo de seis meses para que a mudança seja implementada em formulários, e de até um ano para o sistema todo.
Para a assinatura, Dilma recebeu no Palácio do Planalto, além de Sottili, a ministra Nilma Lino Gomes, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e representantes do Conselho Nacional LGBT.

'Nome social é maior conquista para transexuais e travestis'



Presidente da RedeTrans avalia que uso de nome social em escolas e universidades melhora escolarização dessa população

A presidente da Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil (RedeTrans), Tatiana Araújo
A presidente da Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil (RedeTrans), Tatiana Araújo

O uso do nome social nas escolas é fator crucial para garantir efetivo acesso à educação para a população transexual e travesti brasileira, aponta a presidente da Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil (RedeTrans), Tatiana Araújo. Esse direito está garantido desde o ano passado, quando resolução da Secretaria de Direitos Humanos foi publicada no Diário Oficial da União , assegurando aos cidadãos trans e travestis o uso do nome social nas salas de aula, respeitando a identidade de gênero.

Tatiana relata que 82% das transexuais e travestis abandonam o ensino médio entre os 14 e 18 anos pela discriminação na escola e, muitas vezes, por falta de apoio famíliar. Por isso, o nome social é uma forma de garantir respeito e incentivar a escolarização de pessoas transexuais e travestis.

O nome social é importantíssimo. Era muito difícil dialogar sobre isso nas escolas, hoje o debate está mais avançado e a situação é outra. Antes, essa situação só aguçava o quadro social de exclusão das travestis e trans", diz Tatiana, exaltando a decisão do MEC sobre a questão. "Você vê uma trans ou travesti trabalhando na noite, mas você não sabe o que fez com que essa pessoa só tivesse isso como porta de entrada na sociedade e até para a sobrevivência. A questão escolar coloca travestis e trans dois passos atrás do resto da população”, acrescenta.



FONTE :BRASIL.GOV.BR